Saúde Mental

Entendendo melhor a Neuropsicologia

23/03/2026 16:39 3 min

A Neuropsicologia é uma área da Psicologia, destinada ao estudo do funcionamento neurocognitivo e sua interação com o ambiente, ou seja, ela visa entender melhor o funcionamento do seu cérebro e como ele interage com o ambiente externo.

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Permite a avaliação e intervenção desse funcionamento no desenvolvimento humano típico e atípico e/ou consequências de lesões cerebrais externas ou de causa orgânica.

Entende-se por funções cognitivas atenção, memória, funções executivas, linguagem, visuoconstrução, velocidade de processamento, praxias, emoções e comportamento.

A Neuropsicologia pode ser praticada por meio da avaliação e reabilitação dos seguintes perfis clínicos infantil, adulto e idoso.

O neuropsicólogo pode atuar em:


             
  • Clínica particular;

  •          
  • Hospitais;

  •          
  • Centro de reabilitação;

  •          
  • Contextos jurídicos;

  •          
  • Escolas;

  •          
  • Ensino;


O neuropsicólogo realiza avaliação neuropsicológica, para identificação do desempenho das funções cognitivas, humor e comportamento, para que seja possível realizar um plano de intervenção neuropsicológica e trabalhar com as possibilidades de demandas levantadas.

A avaliação Neuropsicológica consiste na aplicação estratégica de uma bateria de testes Psicológicos e Neuropsicológicos.

As baterias de testes são definidas após anamnese inicial e têm por objetivo, avaliar o funcionamento cognitivo e o desempenho intelectual completo do paciente.

Os resultados obtidos em cada função contribuem para a definição de hipóteses diagnósticas.

As diversas demandas para avaliação neuropsicológica podem ser em decorrência de transtornos neurológicos, psiquiátricos, de aprendizagem, altas habilidades, dentre outras.

Dentre seus objetivos, observamos desenvolver suas potencialidades, diminuir e/ou se adaptar as suas limitações cognitivas, buscar meios para melhorar o dia-a-dia do paciente, a partir da aceitação e compreensão de suas limitações e potenciais a partir do uso de instrumentos de apoio e adaptações funcionais, desenvolver recursos de enfrentamento psicológico, desenvolver a maior independência funcional possível, desenvolver autonomia e qualidade de vida e desenvolver habilidades cognitivas.

É preciso identificar os déficits cognitivos e compreender sua evolução.

Antes de planejar as técnicas – levar em consideração as atividades de vida diária anteriores a lesão – que sejam acessíveis e cabíveis em seu contexto e em sua realidade funcional.

A família é de extrema importância em qualquer processo, bem como deve ser orientada, em muitos momentos. Em alguns casos, o neuropsicólogo deve utilizar de psicoeducação para trabalhar as habilidades de enfrentamento dos familiares, levando em consideração a fase em que se encontra a família. A família, tanto quanto o próprio paciente, podem sofrer diversas mudanças, e, muitas vezes, devem se reestruturar e se reorganizar, nomear um cuidador (ou contratar algum), distribuir tarefas, e esse processo pode ser difícil tanto para o paciente quanto para a família.

 

Neuropsicóloga Priscila Rodrigues

CRP 06/98230

- Psicóloga na abordagem Terapia Cognitivo Comportamental
- Especialista em Neuropsicologia e Psicologia Hospitalar em Reabilitação