Saúde Mental

CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO

23/03/2026 16:07 5 min

No dia 2 de abril foi celebrado o Dia Mundial da
Conscientização do Autismo. A data foi estabelecida em 2007 com o objetivo de
difundir informações para a população sobre o autismo e assim, reduzir a
discriminação e o preconceito que cercam as pessoas afetadas por esse
transtorno.

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Também conhecido como Transtorno do Espectro Autista
(TEA), o diagnóstico é clínico e multidisciplinar, com pediatra, psiquiatra,
psicólogo, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e neurologista.  Os primeiros sinais já podem ser notados nos
bebês de poucos meses, pois já existe aí, uma desordem neurológica desde o
nascimento.

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Quanto mais cedo o diagnóstico, melhor o tratamento, em
questão de funcionalidade à criança.

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Antes dos dois anos de idade, com acompanhamento dos pais
e especialistas, os sintomas podem ser consideravelmente reduzidos. A
socialização e aprendizagem vão evoluindo e se ajustando a cada criança.

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Ressaltando que cada indivíduo dentro do espectro
desenvolve o seu conjunto de sintomas variados com características particulares
com comprometimento ao se expressar e comportar-se.

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Sinais
que devemos ficar atentos

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Comportamentos sensoriais podem ser diferentes da média,
mostrando-se aumentada (hiper) ou diminuída (hipo).

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No plano de tratamento estão inclusas a terapia comportamental,  com a ABA (Applied Behavior Analysis), dando
um suporte para introdução de um comportamento mais adaptativo, com mais
independência de acordo com o nível de funcionamento de cada criança.

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 A condição para o
indivíduo autista é permanente, o que muda são os cuidados em cada etapa do
desenvolvimento. 

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  1. Pouco
    contato visual
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A criança não olha quando é chamada pelo nome ou não
costuma sustentar o olhar.<!-- wp:list -->

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  • Não
    interage com outras pessoas
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Essa é uma das principais características do autismo.
Sorrisos, gestos ou conversas são de pouco interesse de pessoas com essa
condição.

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  • Bebês
    não imitam
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Geralmente bebês começam a imitar atitudes e
comportamentos por volta dos seis meses de idade. Portanto, deve-se ficar
atento caso isso não aconteça.

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  • Dificuldade
    em atenção compartilhada
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Não demonstra interesse em brincadeiras coletivas e
parece não entender os jogos.

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  • Atraso
    na fala
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Crianças acima dos dois anos que não falam palavras ou
formam frases devem receber maior atenção.

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  • Não
    usar a comunicação não verbal
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A criança, geralmente, não utiliza as mãos, sinais, para
indicar algo que quer.

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  • Comportamentos
    sensoriais comuns
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Ela se incomoda muito com barulhos altos, não gosta do
toque de outras pessoas e pode se irritar com abraços ou carinho.

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  • Movimentos
    estereotipados
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Apresenta movimentos incomuns, como chacoalhar as mãos,
balançar-se para frente e para trás, correr de um lado para o outro, pular ou
gritar sem motivos. Os movimentos podem intensificar-se em momentos de
felicidade, tristeza ou ansiedade.

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Tratamento

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Não há medicação específica para o Autismo, mas há casos
que são necessários medicamentos para controlar quadros como insônia,
hiperatividade, irritabilidade, falta de atenção, ansiedade, depressão,
sintomas obsessivos, raiva excessiva e etc. É indicado que a criança tenha
acompanhamento psicológico para que aprenda a interagir com outras crianças e
adultos a seu redor. A família do portador do TEA também tem um papel
essencial. Ela precisa se educar sobre a doença para que saiba lidar com as
situações e saibam auxiliar no tratamento.

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Autismo
e a Conscientização

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O mês de abril foi como Abril Azul para falarmos mais sobre o TEA, educarmos pais, responsáveis, professores, a sociedade de uma maneira geral, a não enxergar as pessoas com tal condição de uma maneira discriminatória. É um mês de incentivo para falar sobre o problema que afeta milhões de crianças, jovens e adultos brasileiros e que com o mínimo de informação, podemos ajudar.

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Texto: Carolina Kiuchi, Márcia Romeiro e Neusa Pizziolo

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Psicóloga Márcia Elizabeth S. Romeiro | CRP 06/107472


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Márcia é Psicóloga e Psicopedagoga na Seminare Psicologia & Saúde. Atende crianças, adultos e casais.


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  • Especialista em Psicologia Clínica – Terapia Comportamental e Cognitiva pela Universidade de São Paulo – USP,  Formação em Terapia Cognitiva Comportamental  pelo Centro de Estudos em Terapia Cognitiva Comportamental – CETCC e Especialista em Psicopedagogia pela Universidade Braz Cubas.
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  • Psicóloga Clínica CRP 06/130794

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  • Terapeuta Cognitiva Comportamental
  • Psicóloga Formada pela Universidade de Mogi das Cruzes /SP
  • Pós Graduada em Psicologia da Saúde pela Faculdade Educatie em Mogi das Cruzes/SP
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